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eXPOSIÇÃO "A experiência do Lugar" -  jÚLIO rESENDE

 

 

 

JÚLIO RESENDE “REGRESSOU” A ANADIA
Obra do pintor vai estar em exposição até maio de 2018museu exposição A3 alto

 

 

 

 

O Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, tem patente uma exposição temporária comemorativa do centenário do nascimento de Júlio Resende, fruto de uma parceria do Município de Anadia com o Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende.
“A experiência do Lugar” assim se intitula esta exposição antológica que estará patente nas salas do museu até 31 de maio de 2018, e onde ganham destaque algumas obras raras do artista, nomeadamente uma reprodução do fresco que realizou, em 1966, para o Tribunal da Justiça de Anadia.
Será igualmente exposta uma seleção de desenhos representativos de diferentes períodos e técnicas de Júlio Resende, num total de 50 originais do acervo da coleção do Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende. Em paralelo, serão exibidos dois filmes sobre a vida e obra do mestre.

 

 

JÚLIO RESENDE


Nota biográfica


JÚLIO RESENDE (1917 | 2011) natural do Porto, é autor de uma obra de pintura vastíssima, desenvolvida entre os anos 30 do século XX e a primeira década do século XXI.
Concluiu a formação em Pintura, no ano de 1945, na Escola de Belas Artes do Porto, onde seria docente entre 1958 e 1987.
Realizou inúmeras exposições no país e no estrangeiro, tendo iniciado, em 1934, a participação em exposições coletivas, e um trajeto individual em 1943.


Ao longo da sua carreira, foi distinguido com relevantes prémios:
Prémio Armando Basto (1945), Amadeo Sousa Cardoso (1949), António Carneiro (1953), todos atribuídos pelo SNI;
Prémio do Salão dos Artistas de Hoje (1956);
Prémio Especial na Bienal de S. Paulo (1951);
Menção Honrosa na 5ª Bienal de S. Paulo e 2º Prémio Pintura na I Exposição de Artes Plásticas FCG (1957);
Prémio AICA — SEC (1984)
Prémio Aquisição 1987 da Academia Nacional de Belas Artes (1988);
Prémio de Artes Casino da Póvoa (2008).

Realizou obra pública com trabalhos executados em técnicas que vão da cerâmica ao fresco, do vitral à tapeçaria, instalados em espaços do norte ao sul de Portugal.
Ilustrou obras literárias, nomeadamente para a infância, realizou cenários e figurinos para teatro, bailado e espetáculos de grande impacto. Sobre a sua produção debruçaram-se os principais críticos e historiadores de arte portugueses, mas também importantes escritores e poetas.
A criação do Lugar do Desenho-Fundação Júlio Resende foi um dos principais projetos a que se dedicou a partir da década final do século XX e primeira década do século XXI. Projetada pelo arquiteto José Carlos Loureiro, foi inaugurada em 1997, na margem do Douro, em Gondomar, junto à casa-atelier do artista, da autoria do mesmo arquiteto.
Em 1947 instala-se em Paris. Viajou por França, Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália. Na capital francesa frequentou o atelier de Untersteller, na Escola de Belas Artes de Paris, e a Academia Grande Chaumière, como discípulo de Othon Friesz. Sob a orientação de Duco de la Aix aprendeu a técnica do fresco.
Realizou apontamentos do natural — paisagem e figuras — e numerosas cópias no Museu do Louvre. Conviveu com artistas estrangeiros, particularmente com Mabel Gardner, o escultor Zadkine, o pintor checoslovaco Frantisek Emler e o norueguês Oddvard Straume. Estas ligações determinariam a realização de exposições nos países nórdicos e o intercâmbio com esses artistas. Promoveu, por exemplo, em 1957 uma exposição de artistas portugueses em Oslo e Helsínquia.
Nos anos de 1949 / 50 foi professor na pequena escola de cerâmica em Viana do Alentejo, Alentejo, período em que privou com o escritor Vergílio Ferreira e com os artistas Júlio e Charrua.
Nos anos 50 promoveu, em Portugal, as Missões Internacionais de Arte, para as quais eram convidados artistas estrangeiros em diálogo com artistas portugueses. Em 1954 leciona na Escola Secundária da Póvoa de Varzim e em 1955 promove a segunda "Missão Internacional de Arte", naquela localidade.
Júlio Resende viria igualmente a tornar-se Membro da Academia Real das Ciências, Letras e Belas-Artes Belgas, tendo feito uma conferência neste enquadramento, em Bruxelas, em 1972.
Em 1970 seria responsável pela orientação visual e estética do Espetáculo de Portugal na "Exposição Mundial de Osaka", momento relevante da sua presença no estrangeiro.
Nos anos 90, reforça a articulação com os países de língua portuguesa ou de influência portuguesa, tendo sido promovidas pela Fundação Júlio Resende, diversas estadias artísticas em Moçambique, Cabo Verde e Goa que resultaram em exposições nesses países e na publicação dos respetivos catálogos.
Faleceu aos 93 anos de idade, a 21 de Setembro de 2011, na sua casa em Valbom, Gondomar.

 

(fonte: Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende)

 

 

A propósito de “A experiência do Lugar” – Júlio Resende

 

Não vamos aqui tecer considerações sobre a obra de Júlio Resende. São por demais evidentes a sua importância, a sua abrangência, a sua originalidade, o seu valor…
Perante tudo isto, o Município de Anadia não poderia ficar indiferente à possibilidade de trazer ao concelho esta exposição que assinala o centenário do nascimento do artista. E, desta forma, gostaríamos, desde já, de expressar o nosso reconhecimento ao Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, não só por se ter empenhado em proporcionar-nos esta mostra, mas também por todo o acompanhamento dado a este processo.
Não estaremos a exagerar se dissermos que houve uma verdadeira intenção de trazer Júlio Resende de volta a Anadia. Porque a verdade é que Anadia faz parte do percurso e da obra do mestre, já que, juntamente com Leopoldo de Almeida e Charters de Almeida, foi um dos artistas escolhidos, em 1964, para a decoração do novo edifício da Domus Iustitiae de Anadia, projetada por Raul Rodrigues Lima em 1959. Coube a Júlio Resende a criação do fresco que enriquece a sala de audiências (tribunal coletivo), e que o artista dedicou à “Concessão do Foral a Anadia por D. Manuel I em 1514”. Terá sido realizado durante as férias do Natal de 1965, a pedido do mestre, para, assim, poder conciliar este trabalho com os horários da Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde lecionava.
A grande dimensão (6 x 3,3m), a exuberância da cor, e a imponência das figuras retratadas caracterizam esta obra, e permitem-lhe dominar a sala onde se encontra. Foi perante ela, aliás, que, na inauguração do tribunal, no dia 24 de Julho de 1966, as entidades oficiais proferiram os seus discursos de ocasião.
Por motivos óbvios, esta obra de Júlio Resende não é de fácil acesso. Mas que esta não seja a razão para um desencontro com este trabalho que o mestre realizou em Anadia.
E que “A experiência do Lugar” seja a circunstância perfeita para esse (re)encontro e, ao mesmo tempo, para conhecermos melhor o percurso de Júlio Resende, graças à fruição da sua obra.

 

Anadia, 16 de Dezembro de 2017


A Presidente da Câmara Municipal de Anadia
Maria Teresa Belém Correia Cardoso

 

  

 

 

museu exposição A3

 

   

 

ESPUMANTE BAIRRADA “JOSÉ LUCIANO DE CASTRO”

 

 

espumante jose luciano de castro web

 

O Espumante Bairrada celebra, em 2015, o seu 125º aniversário, que a Câmara Municipal de Anadia irá assinalar. Esta data simbólica tem estreita relação com uma outra a que a autarquia tem dado especial destaque, em particular no ano 2014: o centenário da morte de José Luciano de Castro (n. 1834 – m. 1914).
A propósito desta efeméride, a Câmara Municipal de Anadia vem promovendo, desde 2013, uma série de atividades evocativas da vida e da obra desta influente personalidade da história de Portugal, que deixou profundas marcas na história de Anadia e da região, nomeadamente no que respeita às origens do próprio Espumante Bairrada. Estadista, deputado, chefe do Partido Progressista, por várias vezes ministro e em três ocasiões presidente do conselho de ministros, jurisconsulto e jornalista, José Luciano de Castro é recordado pelos anadienses como grande benemérito. Ligado à criação da Escola de Viticultura e Pomologia da Bairrada (atual Estação Vitivinícola da Bairrada), acabou por ser um dos pioneiros no fabrico de vinhos espumantes em Portugal, na qualidade de membro da “Associação Vinícola da Bairrada”, fundada no seu palacete de Anadia.
A sucessão destas duas efemérides justificou, no entender da autarquia, a criação de um Espumante Bairrada em homenagem ao estadista, contando, na concretização deste projeto, com a colaboração da Comissão Vitivinícola da Bairrada. O lançamento deste espumante ocorreu por ocasião da inauguração do novo ciclo de exposições temporárias do Museu do Vinho Bairrada, que decorreu no dia 20 de dezembro de 2014.

 

 

 

ESPUMANTE 10 ANOS MUSEU DO VINHO BAIRRADA

 

espumante 10 anos museu vinho bairrada

ESPUMANTE 10 ANOS MUSEU DO VINHO BAIRRADA

É um Espumante Bairrada 2009, evocativo dos 10 Anos do Museu do Vinho Bairrada. Esta edição limitada, exibe, no rótulo e na embalagem, "As Filhas de Dionísio", uma obra de Nadir Afonso, recentemente exposta no Museu.

Este espumante assume-se também como um tributo ao sector vitivinícola da Bairrada, desde sempre considerada a principal região Portuguesa produtora de espumantes. Aqui se produz mais de 50% de todo o espumante nacional, sendo de salientar que foi em Anadia, mais propriamente na Estação Vitivinícola da Bairrada, que, pela batuta do Eng.º Tavares da Silva, surgiram, nos finais do século XIX, os primeiros estudos para a espumantização de vinhos com fins comerciais.

Este espumante surge na sequência de uma parceria firmada entre o Município de Anadia e a Comissão Vitivinícola da Bairrada.

 

Região: Bairrada

Classificação: Vinho Espumante de Qualidade – Super Reserva

Tipo: Branco

Ano: 2009

Castas: Chardonnay, Baga, Arinto e Bical

Vinificação: Bica aberta e fermentação em inox, com temperatura controlada

Espumantização: Método clássico, com segunda fermentação em garrafa

Análise Graduação: 12,5%

Açúcar total <3 gr/l

Nota de Prova: Brilhante, de cor citrina, com nuances esverdeadas. Bolha fina e persistente. Notas de geleia e biscoito, alguma fruta, mas delicada. Boa mousse, firme e elegante.

Maturação/Estágio: Estágio mínimo de 2 anos na garrafa antes do “degorgement”.

Conservação: Garrafas deitadas em ambiente de humidade 60-70% e temperaturas de 13 a 14º (+/-3).

Consumo: Servir à temperatura de 6 a 8º C.

Gastronomia: Excelente para beber em ocasiões especiais. Acompanha bem pratos de peixe assado e carnes frias.

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