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Exposições Temporárias

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exposições temporárias -  Arpad Szenes - vieira da silva / miguel neves oliveira / alves andré

 

 

2017.06.17
Ciclo de exposições > Inauguração
17h00
Anadia > Museu do Vinho Bairrada

 

"Obra Gravada" > Arpad Szenes e Vieira da Silva
"Fendas do Vinho" > Miguel Neves Oliveira
“José Maria Tavares da Silva – Pai do Espumante Português (1854–1919)” > Alves André

 

“OBRA GRAVADA” DE ARPAD SZENES E VIEIRA DA SILVA, EM ANADIA

Novo ciclo expositivo no Museu do Vinho Bairrada

 

A “Obra Gravada” de Arpad Szenes e de Vieira da Silva vai estar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, a partir do próximo sábado, 17 de junho, numa exposição que tem inauguração marcada para as 17h00.

Graças a uma parceria entre o Município de Anadia e a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, serão mais de 60 as gravuras selecionadas para esta exposição, que mostrará a evolução do trabalho dos dois artistas nesta vertente específica.

De Arpad Szenes, estará em Anadia um “conjunto de 31 gravuras” que “abrange as técnicas do buril, águatinta, litografia e serigrafia”, e cuja “data de produção vai da década de 1930 à de 1980, abarcando o período de maturidade do artista. A diversidade temática e plástica, de representações mais abstractas a representações figurativas, encontra um paralelo no percurso pictórico de Szenes. Este conjunto que aqui se apresenta é, deste modo, um percurso gráfico revelador de um outro percurso, o da pintura”, segundo Marina Bairrão Ruivo, diretora da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.

Ainda de acordo com esta responsável, “a gravura tem um significado próprio no conjunto da obra plástica de Vieira da Silva”, lembrando que, tal como na pintura, a artista “tentou pela gravura descrever o mundo e desvendar a sua complexidade, sugerindo o espaço, o correr do tempo, utilizando metáforas e metamorfoses”. Considera, também, que este conjunto de trabalhos “desvenda a sua tentativa de traduzir a realidade, que não corresponde nunca à maneira como nos habituaram a vê-la, de uma forma plasticamente credível”.

Em simultâneo, e com o propósito de dar a conhecer o trabalho de artistas emergentes, o Museu do Vinho Bairrada acolhe “Fendas do Vinho”, uma mostra de esculturas de Miguel Neves Oliveira. Segundo o artista, a exposição reúne peças “executadas a partir das pipas que armazenam e preservam”. Recorrendo a aduelas de madeira e a arcos de ferro, o escultor criou “peças de homenagem à passagem do vinho”.

Este ciclo expositivo é também ocasião para o escultor Alves André prestar homenagem a “José Maria Tavares da Silva – Pai do Espumante Português (1854–1919)”. O consagrado artista bairradino retrata, em bronze, o responsável técnico pelo início da produção de espumante em Portugal, uma conquista feita no âmbito do trabalho deste engenheiro agrónomo enquanto primeiro diretor da Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada, instalada em Anadia em 1887. É esta peça que agora é apresentada ao público no espaço museológico do Município de Anadia.

As exposições estarão patentes no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, até ao próximo dia 17 de setembro, podendo ser visitadas de 3ª a 6ª feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos fins-de-semana e feriados, das 11h00 às 19h00.

 

 

 

 

Museu cartaz

 

 

 

Mensagem da Presidente da Câmara

 

 

Cumplicidade… Talvez seja esta a melhor palavra para resumir a vida e a obra de Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes. Dois cúmplices no amor, na arte, na resistência, no exílio, na esperança… E se a produção artística de cada um é expressão dos respetivos gostos, sensibilidades, influências, ou técnicas, ela é também o resultado de uma solidão a dois, e, ao mesmo tempo, de muitas amizades e partilhas. Dois grandes nomes das artes plásticas, ela portuguesa e ele húngaro, unidos e moldados pelo cosmopolitismo francês, pelas viagens, pelas dificuldades, pela persistência e pela consagração.
Graças a uma parceria com a Fundação Arpad Szenes –Vieira da Silva, o Município de Anadia tem a grata oportunidade de apresentar, no Museu do Vinho Bairrada, a exposição “Obra Gravada”, que reúne mais de seis dezenas de gravuras dos dois artistas, provenientes da colecção que a fundação tem à sua guarda. São trabalhos criteriosamente escolhidos e que permitem perceber a evolução, neste domínio específico, da obra de Arpad Szenes, entre 1930 e 1980, e de Maria Helena Vieira da Silva, entre 1960 1991, e constatar a diversidade de temas, de estilos, de paletas, e de técnicas.
Quem acompanha a programação cultural do Museu do Vinho Bairrada, facilmente constata que esta mostra surge em coerência com o modelo que foi traçado para os ciclos de exposições temporárias deste espaço museológico. Em cada ciclo, as artes plásticas estão presentes através de trabalhos de nomes consagrados ou emergentes, e segundo temas relacionados, de forma directa ou indirecta, com o âmbito do museu. Por isso, este ciclo acolhe também trabalhos de Alves André e de Miguel Neves Oliveira.
Para além da sua condição de bairradino, Alves André tem o seu nome associado a Anadia desde as comemorações do centenário do nascimento de Fausto Sampaio, pois é de sua autoria a placa em bronze com que o município assinalou a efeméride. Com uma obra vasta e diversificada, este escultor regressa a Anadia, desta feita para homenagear José Tavares da Silva, o primeiro director (1889) da Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada (1887), actual Estação Vitivinícola da Bairrada, e pioneiro, enquanto responsável técnico, da produção de espumante em Portugal.
Também na escultura, mas noutra vertente, Miguel Neves Oliveira percebe a desconstrução de artefactos do mundo do vinho como uma oportunidade criativa… Em “As fendas do vinho”, as aduelas de madeira e os arcos de ferro das pipas dão vida a novas peças, que fazem uma ponte entre a arte do tanoeiro e a criação do escultor, sem se afastar da realidade vitícola.
Quatro nomes, três mostras, duas disciplinas artísticas, e um ciclo de exposições. Múltiplas razões para (re)visitar Anadia e o Museu do Vinho Bairrada, e confirmar que “Anadia, Capital do Espumante” é um pólo cultural activo e eclético, atento às novas tendências, mas também à história, ao património e às tradições, que a todos convidamos a conhecer e que com todos queremos partilhar.

 


1 de Junho de 2017


A Presidente da Câmara Municipal de Anadia


Maria Teresa Belém Correia Cardoso

 

 

 

EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS - Arquivo                                                                                                                   

 

 

Exposições temporárias > "Mana Timor" por Gabriela Carrascalão / "Mr. Vin e companhia" / Rui Duarte >

 

2016.12.10 a 2017.05.21
Exposições temporárias > "Mana Timor" por Gabriela Carrascalão / "Mr. Vin e companhia" / Rui Duarte >
Anadia > Museu do Vinho Bairrada

exposiçção museu

 

 

TIMOR VERSUS HUMOR, NO MUSEU DO VINHO BAIRRADA, EM ANADIA
Novas exposições temporárias até 21 de maio

 

 

O Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, tem patentes, até 21 de maio, duas novas exposições temporárias, onde se revelam a pintura e o desenho de Gabriela Carrascalão – “Mana Timor” – e algumas das melhores caricaturas e arte digital de Rui Duarte – “Mr. Vin e Companhia”.
Gabriela Carrascalão, artista timorense radicada em Mogofores, onde vive com o marido, José Cid, expõe obras com um cunho muito pessoal, que dão a conhecer as impressões e os sentimentos de quem viveu na pele a guerra em Timor-Leste, e de quem assistiu à morte e ao sofrimento de familiares e de amigos. O exílio na Austrália permitiu-lhe um percurso profissional como jornalista, mas também artístico, para além de uma empenhada ação cívica em prol de um novo país – Timor-Leste – e da criação e fortalecimento da sua democracia.
Esta mostra dá a conhecer as obras mais emblemáticas da carreira da artista, bem como alguns trabalhos inéditos que não deixarão de surpreender os visitantes - a dor espelhada nestas representações é traduzida com recurso à cor e a um traço muito bem definido, que permitem fazer transparecer o sofrimento e a revolta associados às memórias que a artista guarda do passado recente da sua pátria. José Ramos-Horta, ex-presidente de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, afirma que Gabriela Carrascalão faz parte da “elite restrita de artistas Timorenses que retrata nas suas telas a beleza sedutora, mágica da nossa ilha, enfeitiçada e sagrada”.
Num registo diferente – o do humor – Rui Duarte recorre ao icónico Mr. Bean, aqui intitulado "Mr. Vin", para servir de cicerone numa divertida visita ao mundo fantástico da ilustração, da gravura e das caricaturas de um vasto leque de figuras e personalidades mediáticas, do mundo do desporto, da televisão, do cinema e da política nacional e internacional.
Esta exposição junta mais de seis dezenas de trabalhos que demonstram o fino sentido de humor do artista e que representam o já vasto percurso deste jovem autor, por muitos considerado um dos melhores ilustradores a nível mundial.
As duas exposições estão patentes no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, até ao dia 21 de maio de 2017, podendo ser visitadas de 3ª a 6ª feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos fins-de-semana e feriados, das 11h00 às 19h00.

Gabriela Carrascalão:
“Gabriela Carrascalão, nasceu na Fazenda Algarve, em Timor-Leste, a 29 de março de 1949. Filha de pai português e de mãe timorense, cedo começou a pintar como autodidata, tendo depois ingressado na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa onde teve como professores Mestre Escultor Lagoa Henriques, Mestre Helder Neves, Mestre Clara Meneses, e Mestre Gil Teixeira Lopes, entre outros.
Quando se refugiou na Austrália, formou-se em Jornalismo pela Universidade de Wollongong, em New South Wales. Como jornalista, trabalhou na sede de rádio e televisão públicas australianas, a SBS (Special Broadcasting Service). Com os seus trabalhos de jornalismo, contribuiu para que a SBS ganhasse em 1998 o prémio “United Nations Major Peace Award”, bem como o prémio do Dia da Austrália. Em 2007 foi distinguida com o prémio americano “Knight Fellowship”, o primeiro ano em que o mesmo foi atribuído a um jornalista estrangeiro.
Como pintora, desenvolveu um estilo muito próprio entre o impressionismo étnico e a mestiçagem, o que lhe confere um traço caraterístico, peculiar e único. Influenciada pela luta do seu povo à independência, a sua pintura reflete por isso a alma de Timor-Leste. Os seus trabalhos foram primeiramente expostos na Austrália, na Galeria Nacional de Victória, e outras galerias do Estado de Victória e New South Wales, bem como em Timor-Leste. O seu quadro “Why must one pray for freedom” é um quadro itinerante e é hoje um exemplo vivo da arte ao serviço da solidariedade dos grandes ideais e das grandes causas. É casada com o compositor José Cid a que conheceu em Melbourne no ano de 1993. Reside em Mogofores, Anadia na Quinta do Cruzeiro onde pinta no seu atelier que dá para uma varanda arte-nova rodeada de tílias seculares.”

Rui Duarte:

“Ilustrador profissional, com maior evidência na área da caricatura e do cartoon, tendo sido já premiado em Portugal, Espanha e Holanda. Com inúmeros trabalhos já realizados para UEFA, SIC, TVI, Mercedes, Martini, SL Benfica, FC Porto, Ford, Heineken, Unicer, Novartis, etc
A forma de pensar de Rui Duarte orienta-se, assim, pela composição, pela imagem, pelo espaço vazio e preenchido. Normalmente pensa as coisas pelo desenho. Atua em muitas áreas relacionadas com a imagem.
ISCA – Minicom em Girona – Espanha. Entre 40 artistas de todo o Mundo vence o 1º prémio de portfólio e 1º prémio de obra feita em estúdio e 2º prémio de caricatura a carvão. Premiado em Eindhoven, na Holanda, como melhor trabalho na área de ilustração digital; 1º prémio melhor trabalho a preto e branco; 2º prémio melhor portfólio, e 2º prémio caricatura mais parecida.”

 

 

 

Exposições - Prémio Especial de Caricatura do PortoCartoon World Festival 2015 - Cristiano Ronaldo

 

2016.06.12 a 10.31
Exposições:
Prémio Especial de Caricatura do PortoCartoon World Festival 2015 - Cristiano Ronaldo
"Lucidez" - Fotografias de Miguel Rolo
Anadia > Museu do Vinho Bairrada

 

ANADIA MOSTRA CARICATURAS DE RONALDO E FOTOGRAFIAS DE MIGUEL ROLO

 

A fotografia e o cartoon estão de volta ao Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, para mais um ciclo de exposições.


O Prémio Especial de Caricatura do PortoCartoon World Festival passa mais uma vez por AnFACEBOOK PUBLICACAOadia, pela mão do Museu Nacional da Imprensa, agora com a homenagem prestada a Cristiano Ronaldo na edição de 2015 do certame. Um júri internacional selecionou, de entre as centenas de trabalhos a concurso, mais de 50 cartoons que ilustram, com muito humor, os traços e gestos inconfundíveis do craque português, e que revelam a criatividade de humoristas de diversos países, com perspetivas e sensibilidades estéticas díspares. Lembramos que os prémios especiais tiveram início na edição 2013 do PortoCartoon, homenageando Manoel de Oliveira e José Saramago, e prosseguiram em 2014, dedicados, então, a Nelson Mandela e Siza Vieira, tendo os cartoons alusivos ao arquiteto português sido expostos no Museu do Vinho Bairrada em 2015.
Esta mostra do Prémio Especial de Caricatura reúne os trabalhos vencedores, as menções honrosas e as restantes caricaturas finalistas, da autoria de cartoonistas da Bolívia, Brasil, Bulgária, Colômbia, Egito, Espanha, Irão, Quénia, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Tailândia e Turquia, entre outros. O vencedor foi o polaco Krzysztof Grondziel, tendo o segundo prémio sido atribuído ao português António Santos (Santiagu) e o terceiro ao brasileiro Renato Aroeira.
Em simultâneo, o Museu do Vinho Bairrada acolhe “Lucidez”, uma exposição de trabalhos de Miguel Rolo, jovem, mas consagrado, fotógrafo anadiense premiado em certames nacionais e internacionais. As sete dezenas de fotografias selecionadas para esta mostra põem em evidência o património vitivinícola da Bairrada nas suas diversas facetas: paisagem natural, caves e adegas, gentes, vinhos... Mas não só, pois serão igualmente exibidos os trabalhos que valeram a Miguel Rolo galardões como Fotógrafo Especialista em Casamentos pela Associação de Fotógrafos Profissionais de Portugal (2011), Fotógrafo Europeu Qualificado pela Federação Europeia de Fotografia (2012), Master QEP - Qualifier European Photographer (2014), finalista do World Photograpfic Cup (2015) e finalista a Fotógrafo Europeu do Ano, pela Federação Europeia de Fotógrafos (2016), entre muitos outros. Será, ainda, dada a conhecer a sua participação no documentário "Pára-me de repente o pensamento", do realizador Jorge Pelicano, ou seja, as fotografias que Miguel Rolo produziu para este projeto cinematográfico premiado com o Prémio Signes na Secção de Cinema Transgressivo do International Festival Signes de Nuit (Paris, 2014), com o Grande Prémio do Público para Melhor Realizador nos Caminhos do Cinema Português (Coimbra, 2014), e com Prémio Sophia de Melhor Documentário em Longa Metragem, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, entre outros. Trata-se de um filme apoiado pelo Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção Geral da Saúde, e que tem como cenário o Hospital Conde de Ferreira, “a primeira construção de raiz feita para a psiquiatria em Portugal”, e que retrata aspetos da “vida que se repete nos espaços de um hospital psiquiátrico”, onde “a lucidez e a loucura vivem juntas”.
Com uma forte sensibilidade para trabalhar a luz e as perspetivas de enquadramento, Miguel Rolo apresenta, assim, as diversíssimas vertentes do seu trabalho enquanto fotógrafo, denotando, em todas elas, uma rara sensibilidade e um profundo sentido estético.
As duas exposições estarão patentes no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, até ao próximo dia 31 de outubro, podendo ser visitadas de 3ª a 6ª feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos fins-de-semana e feriados, das 10h00 às 19h00.

 

 

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JÚLIO POMAR. O MUNDO HABITADO. exposição

 

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JÚLIO POMAR. O MUNDO HABITADO. OBRAS DA COLECÇÃO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR"

 

MUSEU DO VINHO BAIRRADA

 23 janeiro a 30 abril 2016

JÚLIO POMAR byLuísaFerreira 2013 1

Esta mostra reúne uma colecção de pintura/telas originais, serigrafias, litografias, desenhos etc., representando o vasto e reconhecido percurso nacional e internacional de Júlio Pomar. Será uma das maiores exposições da sua obra realizada fora do museu com o seu nome.

"A exposição O Mundo Habitado – Obras do acervo Atelier-Museu Júlio Pomar desenvolveu-se a partir de um convite feito pela Câmara Municipal da Anadia ao Atelier-Museu, para apresentar no Museu do Vinho Bairrada a obra de Júlio Pomar.
Tendo em conta o universo deste equipamento museológico, dedicado à história e à actividade vinícolas da região, é necessário esclarecer que, no contexto da exposição, não se procurou associar o conjunto de obras escolhidas directamente à temática do Baco. Está em causa reconhecer que a obra deste pintor, nos seus diversos cambiantes, estilos e figurações, celebra a existência, os prazeres da vida, um mundo habitado: umas vezes por humanos, outras vezes por animais, outras ainda por criaturas estranhas, ou mesmo por todas em simultâneo.
Júlio Pomar constrói um território de acção e tensão entre visibilidade e ilegibilidade, problematizando e propondo novos modos cognitivos, e reposicionando o homem num contexto «natural», não por ser perfeito mas pelas contradições que lhe são inerentes e têm de facto um lugar.
Neste novo contexto, habitam e convivem valores históricos ligados às tradições literárias e populares, revelam-se e coreografam-se sombras, linguagens e espaços, sublinha-se a relevância das texturas e das matérias da criação artística, congregam-se narrativas, vivências, lendas, que nos escapam e simultaneamente nos seduzem.
São imagens pairantes que aqui, nesta exposição, habitam e demonstram a abundância da existência, num alerta tentador e provocador sobre a força da vida e, sobretudo, da arte."

Patente até 30 de abril (horário: terça a sexta-feira: 09h00-13h00 e 14h00-18h00; fins-de-semana e feriados: 10h00-19h00).

 

JÚLIO POMAR - BIOGRAFIA

Júlio Pomar

Nasceu em 1926 em Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e Porto, tendo participado em 1942 numa primeira mostra de grupo, em Lisboa, e realizado a primeira exposição individual em 1947, no Porto, onde apresentou desenhos. Nesses anos a sua oposição ao regime de Salazar acarreta-lhe uma estada de quatro meses na prisão, a apreensão de um dos seus quadros pela polícia política e a ocultação dos frescos de mais de 100m2 realizados para o Cinema Batalha no Porto. Permanece em Portugal até 1963, ano em que se instala em Paris. Actualmente vive e trabalha em Paris e Lisboa.

De uma obra que se prolonga por sete décadas, o autor destaca, após o período inicial, dito Neo-Realista, as exposições Tauromachies e Les Courses (Galerie Lacloche, Paris, 1964 e 1965); a participação numa mostra dedicada ao quadro de Ingres Le Bain Turc pelo Museu do Louvre (1971); as séries de pinturas Mai 68 (CRS SS) e Le Bain Turc (Galeria 111, Lisboa); as exposições L’Espace d’Eros (Galerie de la Différence, Bruxelas, 1978) e Théâtre du Corps (Galerie de Bellechasse, Paris, 1979); Tigres (Gal. Bellechasse e Gal. 111, 1981 e 82); Um ano de desenho – quatro poetas no Metropolitano de Lisboa (estudos preparatórios para a estação Alto dos Moinhos) em 1984 no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, que já em 1978 promovera a sua primeira exposição retrospectiva; Ellipses (Gal. Bellechasse, Paris, 1984); Mascarados de Pirenópolis (Galeria 111, Arco, Madrid, 1988).

No início da década de noventa uma estadia no Alto Xingú, na Amazónia, está na origem das exposições Los Indios (Galeria 111, Arco, Madrid) e Les Indiens (Galerie Georges Lavrov, Paris), em 1990; a que se segue Pomar/Brasil, antologia organizada também pelo CAM e apresentada em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa. O Ministério francês da Cultura convidou Júlio Pomar a realizar um retrato de Claude Lévi-Strauss, que precedeu o do Presidente Mário Soares para a galeria oficial do Palácio de Belém (1991). Seguiram-se as exposições Pomar et la Littérature (Charleroi, Bélgica, 1991), Fables et Portraits (Galerie Piltzer, Paris, 1994), sendo a temática ficcional retomada em O Paraíso e Outras Histórias (Culturgest, Lisboa, 1994), L’Année du cochon ou les méfaits du tabac (Galerie Piltzer, 1996). A presença da Amazónia reaparece em Les Joies de Vivre (Galerie Piltzer, 1997) e Les Indiens – Xingú 1988-1997 (Festival International de Biarritz). A série La Chasse au Snark é mostrada em Paris (Galerie Piltzer, 1999) e em Nova-Iorque (Salander-O’Reilly Gallery, 2000).

Mostrou Pinturas Recentes, inéditas em Portugal, no Centro de Congressos de Aveiro em 2000, e em 2002 volta à Galeria 111 com a exposição Os Três Efes – Fábulas, Farsas e Fintas, a que se sucedem Trois travaux d’Hercule et quelques chansons réalistes e Méridiennes-Mères Indiennes (Gal. Patrice Trigano, Paris, 2002 e 2004); Fables e Fictions, esculturas e suas fotografias por Gérard Castello-Lopes (Galerie Le Violon Bleu, Sidi Bou-Said, Tunísia, 2004), que se prolonga em A Razão das Coisas, assemblages e bronzes, também fotografados por José M. Rodrigues, Casa de Serralves, Porto (2009, depois itinerante)

Em 2004, Marcelin Pleynet comissariou uma exposição antológica no Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo a que deu o nome Autobiografia, e as décadas recentes da obra de Júlio Pomar foram antologiadas por Hellmut Wohl no Centro Cultural de Belém, sob o título A Comédia Humana. Em 2008, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, incluiu numerosas “assemblages” inéditas na mostra Cadeia da Relação, comissariada por João Fernandes. Em 2009 expôs Nouvelles aventures de Don Quixote et Trois (4) Tristes Tigres, em 2009 (Gal. Patrice Trigano), e em 2012-13 Atirar a albarda ao ar na Cooperativa Árvore, Porto, e Gal. 111, Lisboa.

Além da obra de pintura, desenho, escultura, cerâmica, gravura, etc. Júlio Pomar escreveu: Catch Thème et Variation, Discours sur la Cécité du Peintre, ...Et la Peinture? (Editions de la Différence, Paris, 1984, 1985 e 2000), os dois últimos traduzidos por Pedro Tamen com os títulos Da Cegueira dos Pintores (Imprensa Nacional, 1986) e Então e a Pintura (Dom Quixote, 2003); e duas colectâneas de poesias Alguns Eventos e TRATAdoDITOeFEITO (Dom Quixote, 1992 e 2003).

Júlio Pomar instituiu em 2004 uma Fundação com o seu nome. Está anunciada para Abril de 2013 a inauguração do Atelier-Museu Júlio Pomar, criado pela Câmara Municipal de Lisboa, em edifício que adquiriu na Rua do Vale nº 7, Mercês, Lisboa, o qual contou com um projecto arquitectónico de reabilitação da autoria de Álvaro Siza.

 

Novo Núcleo de Exposições Temporárias

 

A Câmara Municipal de Anadia inaugurou, no dia 13 de junho (sábado), pelas 16h00, mais um ciclo de exposições temporárias no Museu do Vinho Bairrada.
A autarquia dá, assim, continuidade à orientação que traçou para a dinamização do museu, conjugando a dimensão museológica com a vertente de promoção das artes, designadamente da arte contemporânea, e dando espaço ao trabalho quer de artistas plásticos consagrados quer de nomes emergentes. Neste novo ciclo, reúnem-se três mostras de caráter diverso: “Siza Vieira no Cartoon Internacional”, do Museu Nacional da Imprensa, “Inventarium” por Nuno Nunes-Ferreira, e a exposição de fotografia “Pequenos Paraísos – Nostalgias Rurais”, de Fernando Alegre.
A parceria do Município de Anadia com o Museu Nacional da Imprensa é agora retomada com a apresentação dos trabalhos que participaram no Prémio Especial de Caricatura do PortoCartoon World Festival 2014. Constituída por 43 cartoons, esta mostra homenageia Siza Vieira e revela distintas formas de representação dos traços inconfundíveis do arquiteto português. Resultado da seleção realizada por um júri internacional a partir de centenas de trabalhos a concurso, a exposição do Prémio Especial de Caricatura Siza Vieira traz-nos a criatividade de humoristas originários de diversos países, com culturas e sensibilidades estéticas díspares. Estes prémios especiais tiveram início na edição 2013 do PortoCartoon, retratando Manoel de Oliveira e José Saramago, e, em 2014, homenagearam, para além de Siza Vieira, Nelson Mandela. Recorde-se que esta foi a última vez que Georges Wolinski presidiu ao júri do PortoCartoon, pois o conceituado cartoonista viria a morrer no ataque terrorista ao jornal francês ”Charlie Hebdo”, em Paris, em 7 de janeiro último.
No evento de 13 de junho foi também inaugurada a exposição que Nuno Nunes-Ferreira concebeu para o Museu do Vinho Bairrada e cujo principal conceito é a memória, já que foi ao passado e à história que o artista foi buscar as ideias para criar. Procura uma estética de beleza na nossa memória coletiva para reflexão em diferentes aspetos históricos de Portugal e do Mundo. Em formato de linha do tempo, esta mostra resgata para o museu um imenso conjunto de objetos e documentos alusivos a momentos marcantes da história portuguesa desde 1890 até 2015 – são 125 anos da história de Portugal que, em simultâneo, evocam simbolicamente os 125 anos do espumante na Bairrada. Para o efeito, Nuno Nunes-Ferreira desenvolveu um vasto trabalho de pesquisa e de recolha de documentos originais (recortes de jornais, panfletos, cartas, postais, bilhetes de espetáculos...) que registam alguns momentos marcantes dos anos evocados. Traz à luz do dia verdadeiras preciosidades que testemunham a história de Portugal, num cruzamento com peças provenientes das reservas do Museu do Vinho Bairrada, que, até à data, não haviam sido expostas ao público. A exposição conta com a colaboração e texto crítico da investigadora Irene Flunser Pimentel, galardoada em 2007 com o Prémio Pessoa. Nascido em Lisboa em 1976, Nuno-Nunes Ferreira vive e trabalha em Santarém. Juntamente com Carlos Bunga e Joana Vasconcelos, foi, no âmbito da ARCO, um dos escolhidos pelo alto comissariado para o Prémio Brugal Artistas Emergentes Internacional. Representado na prestigiada Saatchi Art, tem exposto nas mais importantes galerias nacionais e internacionais.
Dando espaço ao trabalho de novos artistas, está também patente a exposição “Pequenos Paraísos – Nostalgias Rurais” de Fernando Alegre. Trata-se de uma mostra de fotografia que revela locais paradisíacos e praticamente desconhecidos da Região Centro. São espaços por onde o artista deambulou, muitos deles já desaparecidos em virtude de incêndios, tempestades, abandono e negligência… De alguns destes lugares, apenas restam as imagens de Fernando Alegre e o profundo pesar por um património desaparecido.
As exposições poderão ser visitadas no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, até 6 de dezembro de 2015, de 3ª a 6ª feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos fins-de-semana e feriados, das 10h00 às 19h00.

 

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Museu do Vinho Bairrada - Exposições Temporárias


2014.12.20 a 2015.05.10
Anadia > Museu do Vinho Bairrada

 

A fotografia esteve em destaque no novo ciclo de exposições do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, cuja inauguração decorreu no passado dia 20 de dezembro.
Estiveram patentes as mostras “A arte da tanoaria – os últimos”, de José Fangueiro, e “Bairrada, a musa do espumante”, de Pedro Nóbrega, podendo ser igualmente visionado o documentário “A Arte da Tanoaria” do realizador Roger Nicolau.
Neste ciclo expositivo, o Vinho continuou a dar o mote para a criação artística, sendo a fotografia a técnica escolhida para revelar dois novos conjuntos de perspetivas sobre o universo vinícola da Bairrada. José Fangueiro traz-nos “A arte da tanoaria – os últimos”, uma mostra concebida para o Museu do Vinho Bairrada, contemplando uma vasta coleção de imagens resgatadas de algumas tanoarias portuguesas, homenageando os homens que dão vida a esta arte ancestral. Fixam-se expressões, habilidades e saberes do passado, culminando com imagens captadas nalgumas caves emblemáticas da Bairrada. A exposição é complementada pelo documentário “A Arte da Tanoaria”, realizado por Roger Nicolau, e tem como pano de fundo uma trilha sonora da autoria de Fernando Alves, jornalista da TSF. Esteve ainda exposto, pela primeira vez, um vasto conjunto de equipamentos e de ferramentas de associados à tanoaria, que o Museu do Vinho Bairrada tem vindo a integrar nas suas coleções e que não haviam sido ainda apresentados ao público.
“Bairrada, a musa do espumante”, de Pedro Nóbrega, foi igualmente idealizada a pensar no Museu do Vinho Bairrada. Trata-se de um conjunto de fotografias dedicado aos Espumantes Bairrada, e que, segundo o seu autor, “recria um círculo entre o espumante e a sua musa”, sendo sua intenção “mostrar, em cada peça, uma fase distinta da sua produção em que a sua musa a influencia”.
As exposições estiveram patentes até 10 de maio de 2015, de terça a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos fins-de-semana, das 10h00 às 19h00.

 

Inauguração: 2014.12.20 > 16h00

Programa do evento:
- Inauguração da exposição de fotografia “A Arte da Tanoaria – Os últimos”. Autoria: José Fangueiro
- Inauguração da exposição de fotografia “Bairrada, a Musa do Espumante” – Autoria: Pedro Nóbrega
- Apresentação oficial do Espumante Bairrada José Luciano de Castro – projeto da Câmara Municipal de Anadia em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada
- Apresentação do documentário “A Arte da Tanoaria”. Autoria: Roger Nicolau.
- Atuação de Carlos Alberto Moniz – interpretação de temas do seu último trabalho discográfico “O Vinho dos Poetas”
Inaugura às 16:00 do dia 20 de dezembro de 2014 (sábado)


Entrada Livre

 

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 exposições "Vinho & Fado"

 

vinho_e_fadvinho_e_fad“VINHO & FADO” DE BRAÇO DADO, EM ANADIA

(maio a outubro de 2014)

 

Para assinalar o Dia Internacional dos Museus, a Câmara Municipal de Anadia inaugurou, no Museu do Vinho Bairrada, no passado dia 18 de maio, mais um grande ciclo expositivo que, desta feita, convidou a descobrir a íntima relação entre o Vinho e o Fado, e que contou, na cerimónia, com a presença da fadista Ana Moura, embaixadora oficial do evento.
Constituído por três exposições, este ciclo resultou de uma parceria com o Museu do Fado, a Fundação Amália Rodrigues e a Comissão Vitivinícola da Bairrada, e contou com a colaboração da Escola de Viticultura e Enolologia da Bairrada / Escola Profissional de Anadia e Nuno Sacramento – Arte Contemporânea.
Assim, num primeiro núcleo, Amália Rodrigues dominou todas as atenções. Na exposição “Amália”, estiveram patentes diversos objetos pessoais da diva do fado, provenientes da Casa Museu Amália Rodrigues e cedidos pela Fundação Amália Rodrigues, cuja ação de divulgação da vida e obra da fadista se alia a um papel benemérito definido pela própria artista. De entre as peças expostas, destaque para vestidos e jóias que Amália usou em grandes palcos nacionais e internacionais.
Um protocolo com o Museu do Fado permitiu trazer a Anadia a exposição “Fado – Património da Humanidade”, concebida no âmbito da bem-sucedida candidatura realizada pela Câmara Municipal de Lisboa com o objetivo de integrar o fado na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade, da UNESCO. Com uma forte vertente divulgadora e pedagógica, esta mostra revelou a história do fado, lembrando alguns dos seus protagonistas (podendo o visitante escutar e visualizar diversos registos) e chamando a atenção para a sua ligação a outras artes.
A terceira exposição, “Vinho e Fado” foi uma mostra coletiva e internacional de arte contemporânea, na qual participaram cerca de 50 artistas, e que, como o próprio nome indica, materializou artisticamente as inspirações e sensações que advêm do cruzamento daqueles dois pilares identitários do nosso país. Para além de obras de conceituados artistas nacionais, estiveram também patentes trabalhos de artistas angolanos, austríacos, belgas, canadianos, cubanos, espanhóis, polacos e venezuelanos, cuja interpretação do tema suscitou a curiosidade dos visitantes, dado tratar-se de uma perspetiva externa sobre símbolos nacionais. Este projeto foi desenvolvido em articulação com a Galeria Nuno Sacramento – Arte Contemporânea, de Ílhavo, e encontra-se explanado no catálogo produzido para este conjunto de exposições, que teve o apoio da Comissão Vitivinícola da Bairrada, parceiro habitual do Município de Anadia.
O evento contou ainda com o apoio de empresas ligadas ao setor do vinho: a Verallia, multinacional da produção de vidro de embalagem, que cedeu milhares de garrafas para vinho destinadas à conceção, de raiz, de uma instalação artística que esteve em exposição no Museu, da autoria do portuense Albano Martins, e a Vieirinox, empresa portuguesa especialista em instalações agro-industriais, que trouxe ao museu uma mostra de grandes equipamentos de destilação.
As exposições estiveram patentes até 31 de outubro.

 

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